Para falar sobre novos desafios na gestão e desenvolvimento de produtos na área de biotecnologia, Fabricio Marchini, do Instituto Carlos Chagas (ICC/Fiocruz-PR)  apresentou, no dia 8 de maio, durante o IVI Simpósio Internacional em Imunobiológicos (ISI)  os casos de testes diagnóstico para diversas doenças, como malária, tracoma, coqueluche, dentre outros.

" O teste para malária é muito necessário, pois se trata de uma doença ainda negligenciada. Temos um posto em Porto Velho onde atendemos pessoas com suspeita da doença. Temos associado o diagnóstico molecular a esse mais tradicional para ter mais acurácia e rapidez nesse processo de diagnóstico", complementou. Trata- se uma tecnologia point of care.

Ele destacou as perspectivas para novos kits diagnóstico que estão em fase de desenvolvimento e validação. Em seguida, o professor Luiz Ricardo Goulart , da Universidade Federal de Uberlândia, apresentou um panorama do diagnóstico de doenças infecciosas.

Uma das tecnologias apresentadas foi o Phage Display, que detecta alvos específicos. Através do uso de peptídeos, outra possibilidade é o diagnóstico de tuberculose pela saliva.

De forma específica para hanseníase, foi usado um peptídeo, colocado em um sensor laboratorial, chamado imunosensor para hanseníase. Com eletrodos e microchips, a plataforma é sensibilizada, depois feita uma captura magnética no tubo, e assim, é feita a deteccão de forma mais eficaz.

" A ideia do sensor eletroquímico é substituir o PCR em algum momento", concluiu.

 

Jornalista: Isabela Pimentel

Imagem: Bernardo Portella