O IV Simpósio Internacional em Imunobiológicos já havia passado pelo Museu de Arte do Rio no dia 3 de maio, quando houve quatro workshops como uma espécie de aquecimento do evento, mas foi aberto oficialmente no Museu do Amanhã, vizinho na Praça Mauá, na tarde do dia 7.


Para dar as boas-vindas aos participantes, foram convidados os vice-presidentes de Produção e Inovação em Saúde e o de Pesquisa e Coleções Biológicas da Fiocruz, Marco Aurelio Krieger e Rodrigo Correa de Oliveira, respectivamente; o diretor de Bio-Manguinhos, Mauricio Zuma; presidente da Faperj, Jerson Lima; e o assessor científico de Bio, Akira Homma.


Zuma confirmou que a partir deste ano o Simpósio Internacional passa a fazer parte do calendário anual da instituição. “Organizávamos este evento em datas especiais, mas agora acontecerá todos os anos. Tivemos boas razões para isso: não só o fato de sermos uma instituição estratégica de Estado, com o compromisso de dar respostas rápidas aos desafios da saúde pública, mas também pela dinâmica atual do processo de inovação, que faz com que as parcerias e networks sejam fundamentais para que a inovação se concretize de fato. E este evento proporciona isso”, explicou. “Pretendemos que esse evento internacional contribua para a descoberta de novas ideias e crie sinergia com potenciais parceiros, seja no âmbito interno ou externo à Fiocruz”.


O idealizador do Simpósio, Akira Homma, reforçou as palavras do diretor de Bio dizendo que o evento é uma oportunidade ímpar de troca de ideias e discussões que possam levar a novas parcerias que fortaleçam o Instituto. E completou. “A inovação segue acelerada e nós precisamos estar preparados para responder e atender a demanda da sociedade, com nossos insumos estratégicos”, afirmou.


O apoio à inovação encontra as portas abertas na Faperj, segundo o presidente da instituição. Jerson Lima, após dizer se orgulhar da presença da Fiocruz no estado do Rio, afirmou que o estado quer fortalecer muito a área de inovação, escolhendo focos de recursos. “Graças ao recurso constitucional (a Faperj possui 2% da arrecadação líquida do estado) queremos fortalecer e retomar o financiamento atuando numa política de fomento a startups na área da saúde”.


Krieger, convidado para a abertura em virtude de uma missão internacional em que estava a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade, relembrou a persistência de Akira Homma em levar o conhecimento cientifico da Fiocruz para a sociedade. “Antes ele era uma voz forte, porém solitária, e hoje vemos um evento como esse com mais de 800 pessoas discutindo inovação e desenvolvimento tecnológico em nossa área de atuação”. Já Correa enfatizou a dimensão que o Simpósio ganhou na agenda da Fundação. “O interesse da Fiocruz neste evento é cada vez mais evidente, o que é ratificado pelo público presente. É extremamente importante não só para a Fiocruz como para outras instituições, para pensarmos em caminhos para o futuro da Fundação”.


Feita a abertura oficial, ficou o convite para a troca de ideias, compartilhamento de experiências e articulação de parcerias para uma inovação mais forte não só para a Fiocruz como para a saúde pública brasileira.

 

Jornalista: Rodrigo Pereira