Para apresentar as tendências da imunoterapia contra o câncer, o professor Daniel Speiser, da Universidade de Lausanne iniciou sua fala no primeiro dia do IV Simpósio Internacional em Imunobiológicos ( 7/5). A sessão foi apresentada pelo pesquisador Martin Bonamino.

Dentre as principais opções existentes  para o tratamento do câncer  estão a quimioterapia, radioterapia, imunoterapia  e tratamento com biológicos.  O especialista destacou as oportunidades apresentadas no tratamento com as células T, que vem dando boas respostas clínicas.

Speiser também falou sobre a carga mutacional tumoral, considerada a quantidade de mutações transportadas por células tumorais e funcionando como um biomarcador preditivo para avaliar sua associação com a resposta à terapia com Imuno-Oncologia (I-O).

Após as etapas de prevenção, detecção e definição da melhor abordagem, o especialista recomenda que seja analisado, de forma integrada, a proliferação potencial das células e seu fator de crescimento. " As células cancerosas moldam o microambiente tumoral, por isso precisamos analisá-lo a fundo", complementou.

Em seguida, ele apresentou os resultados de estudos com  a vacina febre amarela 17D e a memória imunológica. Outro tema trabalhado por Speiser foi a medicina de precisão, considerada uma nova fronteira nas abordagens contra o câncer.

" A quimioterapia é menos específica que a terapia de alvo. Mas, a imunoterapia  e o uso de big data são elementos que potencializam as respostas dos pacientes" , comparou.  Dentre os principais tipos de dados a serem trabalhados na oncologia de precisão estão dados clínicos, ambientais, epidemiológicos, genéticos e moleculares.

O importante é que o histórico do paciente seja analisado e as decisões de tratamento sejam adequadas, considerando a possibilidade de combinação de diversas terapias.

 

Jornalista: Isabela Pimentel

Imagem: Bernardo Portella