O Museu de Arte do Rio (MAR) foi sede do Workshop Produtividade e Eficiência, marcando a fase pré Simpósio Internacional em Imunobiológicos ( ISI).


O encontro, focado em temas estratégicos como gestão, qualidade, produção e eficiência,  foi comandado pelos especialistas da Universidade do Vale dos Sinos ( Unisinos) Daniel Lacerda, Douglas Rafael Veit e Luis Felipe Camargo.

No período da manhã, os sistemas produtivos foram caracterizados como condições para gerar um volume considerável usando a menor quantidade de recursos. " Ao focar na eficiência de recursos, precisamos considerar o binômio tempo e pessoas", afirmou Daniel.

Uma das ferramentas propostas para a gestão dos sistemas produtivos são os diários de bordo,  nos quais são inseridos dados sobre  produção, pausas programadas e refugo. Lacerda elogiou, nesse momento,  os quadros de gestão à vista dos indicadores que Bio já vem adotando.

 

daniel veit

A definição de indicadores e padrões ajuda a atingir metas globais de eficiência





Douglas Veit complementou a importância de se criar uma tipologia para as paradas, com fins de gestão.  Para ele, quando são estabelecidos padrões, pode-se alcançar o  aproveitamento global,  abrangendo recursos e tempos disponíveis.

Outra dica dada por Veit foi a identificação de possíveis gargalos nos processos, que representam recursos com capacidade menor que a demanda.

Na parte da tarde, as discussões giraram em torno de estudos de caso sobre a importância de que as decisões organizacionais sejam baseadas em análise de cenários e dados, ou seja,  data driven decision making.  Fundamentais na modelagem, os dados são vitais na indústria 4.0.

Sendo a produtividade a razão entre as saídas do sistema , ou outputs e as entradas,ou inputs, deve-se considerar as especificidades de cada projeto e empresa antes de criar parâmetros de comparação.

Para análise de eficiência, ou seja, comparação entre diferentes níveis de produtividade, foi proposta a técnica DEA, que considera  a natureza dos inputs e as variáveis que geram mas impactos.

 

Jornalista: Isabela Pimentel

Imagem:  Bernardo Portella